sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A Imaculada Concepção de Maria?


A doutrina da Concepção (ou Conceição) Imaculada de Maria diz que desde o primeiro momento da concepção de Maria, ela foi preservada do pecado original. De acordo com o Catolicismo Romano, Maria foi concebida sem pecado, era cheia de graça, pois Jesus, nosso Salvador, deveria ser concebido sem pecado.
Antes de começar, esse texto não tem o intuito de ofender a ninguém. É de fato um incomodo quando católicos dizem que Maria esta em igualdade com Cristo na questão de pecados, ou que nós deveríamos crer nisso pois "foi a crença de toda a igreja por dois mil anos" e etc. Se você for um buscador da verdade sincero, você vai ler material com argumentação oposta à sua.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Grandes (e loucas) ideias em Filosofia



Por Caio Peclat

Grandes (e loucas) ideias em Filosofia


Sei bem que boa parte dos leitores deste blog não está acostumada a tratar de grandes problemas em Filosofia. Muitas vezes quem lê é alguém que gosta do assunto, mas, em muitos dos casos, não lê grandes obras da história da filosofia. Quando notei este público, me senti motivado a escrever um texto com alguns pensamentos um tanto incomuns (aos olhos do senso comum) a título de curiosidade. O resultado está logo abaixo:

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Respondendo Comentários #8 - "Jesus não é bom", "O Pai é maior" e etc.


O leitor Egidio Mussa comentou no meu texto O texto bíblico mais mal interpretado... por céticos o seguinte:

VEJA SENHOR O QUANTO EU SOU IGNORANTE:

CONTINUO PERCEBER MAL A ESTE VERSÍCULO E NÃO CONCORDANDO COM A SUA CLARA E OBJETIVA EXPLICAÇÃO...

"Em nenhuma parte desse texto Jesus nega ser Deus. Ele simplesmente diz que apenas Deus é bom. Ele nem ao menos nega que é bom. Apenas parece estar perguntando se o jovem rico tem alguma noção do que esta dizendo ao lhe chamar de bom"
Não, cristãos. Jesus estáva repreende-lo, quando disse "Por que me chamas bom? "
ELE ESTÁ REVELAR QUE NÃO ERA BOM.
O Bom é aquele [DEUS (O PAI)] que é " MAIOR que ele" segundo (João 14:28).
Você está interpretar como se JESUS disse o seguinte:
COMO SABES QUE EU SÓ BOM, POIS NINGUÉM É BOM SENÃO UM QUE É DEUS?
Mas JESUS queria ensinar a ele que deveria dirigir este elogio somente a "UM QUE É DEUS" - Sabemos que Jesus ORAVA E GLORIFICAVA o DEUS maior que ele e melhor que ele.
Até mesmo na crus JESUS não se esqueceu desse Deus ("MAIOR QUE EU" ) quando disse:
Ó (BOM) DEUS (ÚNICO), POR QUE ME DESAMPARASTE?
Se Jesus é deus, não havia porque Jesus dizer que deus era outra pessoa (maior ou melhor que ele).
Ou deus se fantasiou de Jesus?
Se deus é onipresente, ele não precisava "vir ao mundo", pois já estaria em todo lugar.
Repare que no velho testamento deus falava diretamente com as pessoas.

Portanto, não precisaria de se travestir de outrem para isso.

Além do mais, se Jesus veio ao mundo para nos ensinar a ser um filho obediente, como poderia ele dar um conselho desses?

"Jesus disse: eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe e a nora contra sua sogra"
(Mateus 10:35)
E o que me diz de Lucas 14:26? Um belo "conselho" para ser um filho obediente, não?
"Não há quem seja bom, exceto Deus"
ou seja
ESSE ELOGIO, VOCÊ SÓ DEVE DIRIGIR AO PAI (ÚNICO DEUS) QUE "É MAIOR QUE EU (Jesus) "

Vamos responder por partes. (Recomendo ler o texto linkado acima antes de ler minha resposta ao comentário.)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Seria o Mormonismo uma religião cristã?


Seria o Mormonismo uma denominação cristã, assim como os batistas e presbiterianos? Uma visão superficial dirá que sim. Afinal, o nome desse grupo é Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Porém, uma análise mais detalhada das doutrinas Mórmon e o que é dito no Livro de Mórmon mostram que o Mormonismo não pode ser comparado ao Cristianismo Bíblico. 


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Immanuel Kant e a Teologia Natural


Um dos trabalhos escritos mais importantes da filosofia, é a Critica da Razão Pura, de Immanuel Kant. Apesar de Kant não descartar a existência de Deus como objeto de fé, ele critica os argumentos cosmológico, teleológico e ontológico, dizendo que Deus não pode ser objeto da razão, pois os argumentos possuem prós e contras que se contradizem. Por exemplo, enquanto podemos dar bons argumentos para o universo ter começado a existir (no argumento cosmológico), também existem boas razões para se crer que ele não começou a existir. Desse modo, usar a razão para chegar a Deus é contraditório, e Ele deve ser apenas objeto de fé.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O que somos nós, os homens contemporâneos?

O que somos nós, os homens contemporâneos?


Em uma de minhas reflexões, consegui notar alguns absurdos contidos no nosso pensamento.  Acredito que estes podem nos contar algo de relevante sobre a nossa cultura e o nosso pensamento. Porém, antes de iniciar, faz-se necessária uma observação: Tudo que será exposto aqui está dentro de dois contextos, a saber, o cultural brasileiro e o contexto histórico contemporâneo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A Bíblia ensina que Deus criou o universo a partir do nada?


Um dos ensinamentos centrais do Mormonismo é o de que a matéria é eterna. Deus não criou o universo a partir do nada, é o que diz a doutrina Mórmon. O “profeta” Mórmon, Joseph Smith, disse:

Você pergunta aos doutores por que eles dizem que o mundo foi feito a partir do nada; e eles vão responder, “A Bíblia não diz que Ele criou o mundo?” E eles inferem, a partir da palavra criar, que deve ter sido feito a partir do nada. Não, a palavra criar vem da palavra bara que não significa criar a partir do nada; ela significa organizar. [...] Então, nós inferimos que Deus tinha os materiais para organizar o mundo a partir do caos [...] Eles [os materiais] não tiveram inicio, e não podem ter fim. [1]

O segundo presidente dos Mórmon, Brigham Young diz que “Deus nunca criou algo a partir do nada.” [2]
Alguns Mórmons ainda argumentam que a doutrina foi originada pelos filósofos cristãos da era pós-apostólica. Isso é, do segundo século pra frente. Boa parte, na verdade, argumenta que a doutrina de Creatio Ex Nihilo se originou com Agostinho, e que ele interpretou o texto bíblico errado, já que apenas possuía a tradução para o Latim, mas não viu o texto Hebraico ou Grego.
Seria esse um verdadeiro ensino bíblico? Será mesmo que a Bíblia não ensina Creatio ex nihilo? Vamos avaliar as evidências bíblicas e históricas.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

"A Bíblia pressupõe que Deus existe, não tenta provar que Ele existe" - Uma Resposta


“As Escrituras pressupõem que Deus existe, não tentam provar Sua existência”. Esse argumento geralmente é usado por quem é contra a Teologia Natural. Voltemo-nos a ele por um instante.
Esse argumento terrível. Em primeiro lugar, a Bíblia é um livro sobre Deus e de Deus. Então é obvio que a existência de Deus é pressuposta nela. Da mesma forma que um livro de receitas pressupõe que comida exista e ensina como preparar pratos diferentes com os ingredientes, o Livro de Deus pressupõe que Ele exista e ensina o que Ele fez na história. Segundo, tal argumento falha em reconhecer que nenhum dos grupos os quais os livros da Bíblia foram endereçados era composto de ateus. Pegue, por exemplo, a carta aos Romanos. Ela foi endereçada à Igreja de Roma. Será que alguém na Igreja era composta de ateus? Claramente que não.
Terceiro, e dai? Nem mesmo a teologia natural tenta provar que Deus exista, mas sim dar uma justificativa racional para a crença em Deus, assim com 1 Pedro 3:15 pede.
Por fim, a própria Bíblia nos ensina que existe um Criador e que Ele pode ser descoberto a partir do exame da natureza. Aqueles inimigos do Cristianismo na época do Antigo e do Novo Testamento eram em sua maioria politeístas, que acreditavam em muitos deuses. Mesmo aqueles que seguiam a crença platonista da existência do Demiurgo, também criam em outros deuses além deste. Porém, estes eram “deuses ídolos”, feitos de pedra ou ferro. Alguns acreditavam no sol como sendo um deus. Porém, o Apóstolo Paulo diz que “desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis” (Romanos 1:20)
R. C. Sproul comenta esse argumento dizendo que “seria completamente desnecessário a Bíblia argumentar a existência de seu autor. Por quê? Por causa da teologia natural. Eras antes que as primeiras palavras das Escrituras fossem sequer escritas, Deus claramente se revelou na natureza. A existência do Criador foi conclusivamente provada através da sua criação.” (SPROUL, R. C., Defendendo sua fé, CPAD, p. 73-74)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Sim, sua igreja precisa de apologética.


Como apologista cristão, já li e ouvi muitas objeções contra o uso da apologética cristã na evangelização e contra o ensino da apologética na igreja. Claro, existem diferentes tipos de apologética, e alguns realmente não poderiam ser usados na evangelização. Por exemplo, você não vai usar apologética de defesa de doutrina na evangelização. Se você for pras ruas falar de Cristo e acabar falando de eleição incondicional, lamento, você é burro! Mas enfim, no texto de hoje, vamos responder a mais alguns argumentos de igreja contra o uso de apologética.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Apostolo Paulo e seu uso da filosofia grega


Uma das coisas mais interessantes que os exegetas bíblicos notaram, foi o constante uso de citações de filósofos, poetas e autores teatrais gregos feita pelo Apóstolo Paulo em suas cartas. Apesar de alguns erroneamente acharem que Paulo abandonou a filosofia depois de Atos 17 por supostamente ter falhado (veja por que este pensamento esta errado clicando aqui), Paulo continuou com constante uso da filosofia grega, de forma que ele sempre usava para a) dar um aconselhamento cristão, e b) cristocentralizar o ensino grego de forma edificante. 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

"Não preciso de teologia! Só de Jesus!" - Uma Resposta


Calma calma. Esse texto não nega a suficiência de Cristo. Mas apenas apela para a importância do estudo da teologia, filosofia e apologética. 
No meio cristão, sempre existem aqueles que dizem “Eu não preciso de teologia! Eu não preciso de filosofia! Eu não preciso de apologética! Eu só preciso de Jesus!”. De fato, para a salvação tudo o que precisamos é de Jesus, sendo salvos apenas pela graça:

Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos) [...]
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Efésios 2:5, 8-9

E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?
E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo [...]
Atos 16:30,31

Porém, não apenas essa visão de que o cristão não precisa de teologia é não-bíblica, como também é auto-refutável. Primeiro, não é bíblica pois vemos o tempo inteiro na Bíblia tanto Jesus quanto os apóstolos falando por meio da teologia judaica e cristã utilizando as Escrituras. E qualquer um que leu o Novo Testamento sabe que em incontáveis vezes Jesus e Paulo falaram “Como esta escrito...”, “As Escrituras Sagradas dizem...”, “Pois Deus falou por meio do profeta...”, etc. O próprio Apostolo Paulo, quando partia para a evangelização, utilizava de métodos teológicos e apologéticos para sua defesa da fé. É por isso que ele declara que foi preso por causa de sua defesa:

Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho.
De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares;
Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões.
Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho.
Filipenses 1:7, 13, 16-17

De fato, não estudar teologia (não falo do curso) faz com que o cristão não saiba combater as seitas e heresias quando precisar, e isso é ir contra o mandamento bíblico de “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.” (Judas 1:3) Mesmo se você for um Calvinista que não quer defender a fé cristã por que "os eleitos serão salvos não importa o que você faça", você não pode ignorar o comando bíblico para defender a fé. Apóstolo Pedro diz:

Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês.
1 Pedro 3:15

As palavras gregas para "para responder" são πρὸς ἀπολογίαν (pros apologian), que significam literalmente "para defender". ἀπολογία (Apologia) também é usado em Filipenses 1:17 (ou no v. 16, dependendo da versão); 2 Coríntios 7:11; Atos 22:1; 25:16; entre outras.
Segundo, mesmo quando alguém fala que “só precisa de um relacionamento com Jesus”, ele esta fazendo uma afirmação teológica. Ele nem ao menos pode negar que para tal crença ele deve crer que Jesus é o Filho de Deus e que ressuscitou dos mortos. 
R. C. Sproul bem colocou os problemas dessa crença:

Existem pessoas que pensam que: “Tudo o que preciso para ser um cristão é ter um relacionamento pessoal com Jesus. Não preciso de doutrina. Não preciso de nenhuma teologia...” [...] “Não acredito em proposições. Creio em Jesus. Ele é uma pessoa, não uma proposição”.
É verdade, como tais pessoas dizem, que alguém pode ter conhecimento das proposições de Jesus sem conhecê-lo. Podemos saber acerca de Jesus e não ter um relacionamento pessoal com ele. Já quando falamos com as pessoas sobre este Jesus, com o qual temos um relacionamento pessoal, falamos coisas a respeito dEle. Dizemos: “Este Jesus é o eterno Filho de Deus”. Essa é uma proposição. O Jesus com o qual quero ter um relacionamento realmente é o eterno Filho de Deus. Não podemos ter um relacionamento pessoal redentor com Ele a menos que saibamos quem Ele é, e possamos confirmar a verdade a respeito dEle – que realmente morreu na cruz para a redenção, e que é verdade que saiu do tumulo. Se dissermos que temos um relacionamento pessoal com Cristo, mas não acreditamos que ressuscitou dos mortos, então estamos dizendo que possuímos um relacionamento pessoal com um cadáver. [1]

A fé bíblica não pode ser uma fé cega ou sem o qualquer base factual. Isso é fideísmo. Como Sproul diz, “A Bíblia nunca nos diz para dar um salto na escuridão e esperar que exista alguém lá. Ela nos diz para saltarmos das trevas para a luz. Isso não é salto no escuro. A fé pela qual o Novo Testamento nos chama é a fé enraizada e solidificada em algo que Deus fez de forma clara.” [2]




[1] SPROUL, R. C.. Defendendo sua fé: Uma Introdução à Apologética. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p. 19-20
[2] Ibid, p. 20

sábado, 19 de novembro de 2016

Uma Resposta ao Pósmodernismo Filosófico


Uma Resposta ao Pósmodernismo Filosófico


Por Norman Geisler
Tradução: Felipe Forti

Prémodernismo normalmente é pensado como a era anterior à 1650 d.C. O tema dominante era a metafisica ou o estudo do ser (realidade). O modernismo então começou com Rene Descartes por volta de 1650 e voltou a atenção à epistemologia ou como conhecer. A data precisa do Pós-modernismo é disputada. Apesar de suas raízes estarem em Friedrich Nietzsche (d. 1900), ele não começou a tomar forma até por volta de 1950 com Martin Heidegger e começar a ocupar a cadeira da frente em discussões uma década ou duas depois com Derrida. O foco primário do Pós-modernismo é a hermenêutica ou como interpretar. O objeto da interpretação pode ser a história, a arte, a literatura, mas desconstruir é o foco central.
Alguém ilustrou a diferença entre os três períodos de pensamento utilizando a imagem de um juiz. O juiz Pré-moderno diz: “Eu os chamo pelo que eles são”. O juiz Moderno clama, “Eu os chamo como eu os vejo”. Mas o juiz Pós-moderno declara: “Eles não são nada até eu poder vê-los”.

sábado, 12 de novembro de 2016

Criacionismo


Por Caio Peclat da Silva Paula

Material de Criacionismo

Recentemente eu (Caio) participei de um debate com o tema: Criacionismo X Evolucionismo. Meu objetivo aqui não é discutir as implicações do tema, mas sim disponibilizar uma parte do material que distribui para os ouvintes com a seguinte tese: É necessário um Criador para um Universo que possui um propósito (a vida humana). Não tomei uma posição certa de Criacionismo, eu tive como objetivo introduzir o pensamento Criacionista ao público. Assim, entendi que toda e qualquer espécie de Criacionismo pressupõe a existência de um Criador. Espero que você aproveite a leitura.

sábado, 5 de novembro de 2016

Seria a fé bíblica uma fé cega?


Seria a fé bíblica uma fé cega? Será mesmo que a Bíblia nos ensina a crer cegamente naquilo que ela ensina? A resposta rápida é: Não. Mas pra respondermos de forma mais aprofundada, alguns textos devem ser considerados. Esses textos são João 20:29 e Hebreus 11:1, que dizem:

Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.
João 20:29

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
Hebreus 11:1

Esses textos são usados tanto por ateus quanto por crentes-mornos-nãoJulgueis para argumentar contra o uso da apologética cristã, e dizer que a fé, na verdade, é cega. Porém, uma exegese apropriada desses textos demonstra que eles não passam nem perto de ensinar isso.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O meu, o seu, o NOSSO Banquete!

Do blog: Pelos Caminhos do Mundo
https://peloscaminhosdomundo.wordpress.com/2014/10/15/

Escrito por Caio Peclat da Silva Paula

O meu, o seu, o NOSSO Banquete!

domingo, 9 de outubro de 2016

O que Nietzsche não nos conta!


Escrito pelo leitor Caio Peclat da Silva Paula

O que Nietzsche não nos conta!


Talvez a maior justificação para as nossas ações seja o tão famoso - “porque eu quero”. Como estamos acostumados, o “querer” está sempre por trás das nossas escolhas. Entretanto, nem sempre – pelo menos, na filosofia- foi assim. A ideia de escolha sempre foi pautada em algo fora do agente (indivíduo) que está a escolher. A vontade dos deuses, o bem comum, a sociedade sem classes; tudo isso – e um pouco mais- servia de balança (critério) para pesar as possíveis ações. Note que todas essas balanças não pertencem ao agente, elas estão fora dele. Nesse contexto aparece um tipo de pensamento antropocentrista, que entende a decisão com um ato do agente e para o agente, sendo o agente o autor, o que serve de balança e o que recebe o resultado, assim a escolha faz parte do próprio organismo do agente.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Resposta aos Dez Questionamentos de Azenilto Brito


O Pastor Adventista Azenilto G. Brito me enviou uma mensagem no Facebook em fevereiro (que eu só vi agora) com dez perguntas que ele faz a ex-adventistas. Bom, se você acompanha debates em páginas que debatem o adventismo, vai notar que ele simplesmente não sabe debater. E veremos o por que ao longo das respostas também. Além disso, digo de ante-mão que eu não voltarei ao adventismo. Jamais. Já esta bem claro pra mim que as doutrinas não são verdadeiras e que Ellen White não é uma profetisa de Deus. De qualquer forma, vamos responder ao questionário dele.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Refutando Evidências de Reencarnação


[Encontrou erros na tradução? Informe nos comentários ou por mensagem no lado direito do blog!]

Introdução


Inicialmente, o largo numero de referencias citadas pelos chamados experts, e garantidas como prova cientifica, podem, à primeira vista, parecer convincentes para a mentalidade desatenta e tendenciosa. Porém, quando alguém começa a ir um pouco mais a fundo e compara isso às evidências cientificas reais para seu oposto, rapidamente se torna aparente às mentes criticas que as alegada evidência é altamente suspeita com criticas e refutações plenas. Já para aqueles que tentam vender estes resultados altamente duvidosos, eles então constituem um grupo marginal que são, e tem sido, ignorados pela comunidade cientifica.
Então, o que esse artigo pretende fazer, se Deus permitir, é pegar algumas dessas chamadas provas e mostrar como elas são rejeitadas pela corrente principal da ciência graças à grande massa de pesquisa empírica e dados para o contrário acumuladas nas ultimas décadas.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Lei do sábado: Moral ou cerimonial? E o que Jesus ensinou?


Seria a lei do sábado moral ou cerimonial? Bom, de acordo com alguns ramos teológicos, todos os Dez Mandamentos são morais. Isso se deve à dois argumentos básicos: 1) a segunda tabua tem mandamentos baseados em preceitos morais de relacionamento humano (ex.: não matar, não roubar, etc.); e 2) foram escritos pelo dedo de Deus. Mas, seria esse o caso? Note que o primeiro argumento é mais filosófico. Não é nem Bíblico e nem teológico, já que ele se baseia no texto para determinação do valor moral do comando. Portanto, primeiro farei uma critica filosófica do primeiro, e depois avaliaremos o que a Bíblia realmente diz. Especialmente o que Jesus demonstrou.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Verdade, perspectivas diferentes, linguagem e epistemologia

"Tudo o que ouvimos é uma opinião, não um fato. Tudo o que vemos é uma perspectiva, não a verdade"
-Marcus Aurelius
Será que isso é só a opinião de Marcus Aurelius ou é um fato? 

Quando você nega a realidade, ela quebra sua cara. Quando você não tem dinheiro pra pagar a conta, não importa o quanto acredite que tem dinheiro, a realidade te soca no estomago. Se você é magro, mas pensa que é gordo, você esta errado. Se você pensa que a realidade é relativa de acordo com a opinião, a pergunta que se mantem é se essa é a realidade objetiva.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A Crítica de Kant à Anselmo: Pode a Existência ser um Predicado?


Por Randy Everist

Uma das críticas mais famosas (e supostamente devastadora) ao argumento ontológico de Anselmo vem de Immanuel Kant. É praticamente indiscutível para quem menciona o argumento. Podemos ouvir essa crítica até mesmo na Internet. Em praticamente toda instancia em que eu encontrei essa objeção, uma explicação nunca foi apresentada. Qual é essa crítica, e o que ela significa?
Kant afirmou que “a existência não é um predicado”. Para ilustrar o que isso significa, considere uma maçã (ou um cavalo, um lápis, ou qualquer outro objeto). Podemos descreve-la como sendo “vermelha”, e “doce” e muitas outras coisas. Tudo isso esta na posição de predicado em uma sentença. Eles se traduzem em propriedades do objeto como ser vermelho ou ser doce. Kant mantinha que para algo contar como uma propriedade, esse algo tinha que nos dizer algo sobre o objeto ao qual adicionou a descrição. O argumento de Kant é que duas maçãs vão ser idênticas onde elas tiverem todas as mesmas propriedades, mesmo se nós estipularmos que uma delas exista. Se isso estiver correto, então a existência não é uma propriedade. Mas se a existência não é uma propriedade, então Anselmo não pode estar correto quando ele diz que é maior para Deus existir na realidade do que meramente no intelecto (já que a diferença entre ambos seria apenas a existência). Então, estaria Kant correto?
Parece que há boas razões para duvidar que ele esteja. Primeiro, Stephen T. Davis apontou que coisas que realmente existem possuem propriedades, pela virtude de sua existência (apesar de serem acidentais), que elas não teriam se não existissem. [1] Por exemplo, o conceito de cem dólares não possui a propriedade acidental de ter poder de compra no mundo real. [2] Então, há, ou pelo menos pode haver, diferenças relevantes entre conceitos idênticos trazidos pela existência. Portanto, a existência, em pelo menos alguns casos, adiciona algo ao conceito.
Segundo, Davis da o exemplo de um chanceler perfeito. [3] A ideia pode ser extrapolada para uma pessoa perfeita, ou governante perfeito, ou outra coisa perfeita. Pegue duas pessoas conceituais as quais possuam esse perfeito X. Suponha que uma pessoa, A, satisfaça todos os critérios de ser um perfeito X. Porém, A é um personagem fictício em uma história. B tem uma lista idêntica de atributos, mas no final, vive no noroeste de Montana. Qual o sentido em se dizer que não há diferença entre A fictício e B realmente-existente? Mas então se segue que a existência pode ser uma propriedade ou predicado real.
“Mas espere!” eu ouço o oponente dizer. “Isso não mostra que o conceito de Deus é tal conceito que permita o predicado de existência!” Talvez, talvez não. Porém, ao menos, foi demonstrado que a existência pode funcionar em algumas instancias como um predicado, de forma que duvidas à crítica de Kant foram levantadas. Não será mais o bastante meramente citar Kant. Terá que ser demonstrado que o conceito de Deus é tal que existência não pode ser predicada propriamente dele.
Muitos abandonaram a formulação de Anselmo do argumento por causa dessa crítica. Eu não vejo motivo para faze-lo. Enquanto há outros argumentos ontológicos que eu prefira (como o argumento ontológico modal de Plantinga), a crítica de Kant não danifica o de Anselmo tanto quanto muita gente pensa.

____

[1] Stephen T. Davis, God, Reason, and Theistic Proofs (Grand Rapids, MI: Eerdmans Publishing, 1997), 35.

[2] Simplesmente não importa que os cem dólares conceituais possuem a propriedade contra-factual de ter o poder de compra no mundo real, onde nós diríamos “Se esses cem dólares fossem reais, então eles iriam possuir a propriedade de ter poder de compra no mundo real”. Isso porque, qualquer que seja o fundamento de propriedades contra-factuais, ainda assim permanece que o conceito, de fato, não possui essa propriedade real.


[3] Davis, 35.

Traduzido de: Christian Apologetics Alliance, Kant's Critique of Anselm: Can Existence be a Predicate?, http://christianapologeticsalliance.com/2013/04/23/kants-critique-of-anselm-can-existence-be-a-predicate/

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

P&R #2 - Cristãos cometem a "falácia do escocês de verdade"?


Olá, Felipe.

Tenho estudado sobre falácias lógicas recentemente e isso me travou num dilema.
Dizer "Se fez isso não é cristão de verdade", "Cristão não faz isso", "Cristão não faz aquilo", "Quem faz/fez isso não é Cristão!", etc, não seria cometer a "falácia do escocês de verdade"? Como penso que sim, já que não encontro outra escapatória lógica, como fugir dessa falácia? Como apontar os reais frutos do Cristianismo visto que, aparentemente, não há como fazer isso sem recorrer a essa falácia lógica?
Vejo muitos irmãos utilizando dessa falácia, e queria saber se tem um jeito de corrigí-los, sem tirar a essência do que realmente querem dizer.


A Paz do Senhor Jesus.

Atenciosamente,
Yasmin

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O texto bíblico mais mal interpretado... Por céticos.


Muita gente (muita mesmo) acha que Cristãos são hipócritas por não “venderem tudo o que tem e dar aos pobres.” Usam como base o texto de Lucas 18:22 (Marcos 10:21 e Mateus 19:21) para dizer que os cristãos devem fazer isso, já que Jesus ordenou que o jovem rico fizesse. Ainda acusam cristãos de interpretar esse versículo como metafórico, e não literal, já que interpretá-lo literalmente seria “inconveniente”. E então? Cristãos estão sendo hipócritas e escondendo os fatos ordenados na Bíblia?
A verdade é simples e direta: Não. E não só o texto é literal, como também é mais literal do que as pessoas estão imaginando. Porém, ele tem seu significado escondido, e qualquer exegese do texto vai dizer o mesmo. (Esse texto também não da suporte ao socialismo "cristão", by the way.)

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Por que a Teoria da Correspondência da Verdade é Superior


Esse quadrinho não esta no post original, mas hey... Ilustra bem.

Por que a Teoria da Correspondência da Verdade é Superior

Por Nate Sala

Cristãos creem em uma interpretação da realidade conhecida como Teoria da Correspondência da Verdade. Falando plenamente, a teoria propõe que um pensamento ou crença é verdadeiro se ele estiver de acordo com a forma que as coisas são na realidade. Verdade não é, por si só, um objeto que existe na realidade; ao invés disso é uma relação entre duas coisas. Então, por exemplo, quando alguém vê duas casas e diz, “uma casa é maior do que a outra”, então a frase maior que descreve a relação entre ambas as casas da mesma forma que a verdade descreve uma relação entre meu pensamento de que o céu é azul e o céu ser realmente azul. Muitos outros escritores já falaram nessa definição, então, pelo propósito deste post, eu vou ir adiante. Para mais sobre a Teoria da Correspondência da Verdade veja Filosofia e Cosmovisão Cristã ou clique aqui.
Existe outra visão de verdade que recentemente se tornou moda como os bigodes hipsters ou colocar sua comida no Instagram. Essa nova interpretação, conhecida como Pós-modernismo, essencialmente diz que, se um grupo social crê em alguma coisa, então é verdade e, se eles não crerem, então não é verdade. Pós-modernismo troca a noção realista de que há tal coisa como a verdade que é verdade para todo mundo. Por isso a maior parte dos relativistas por ai fazem afirmações como, “Não há verdade”, ou “Isso é verdade pra você mas não pra mim”. Claro, essa ultima frase funciona se vocês estiverem falando sobre filmes favoritos, mas quando discutindo a realidade objetiva (como se falassem se muito açúcar realmente te torna diabético) isso se torna bem problemático.
A tarefa de decidir qual visão de verdade é superior realmente não é difícil quando nos focamos nos problemas de ambas as teorias. Primeiro, a Teoria da Correspondência da Verdade se mantêm a partir de um exame cuidadoso de experimentar a realidade. Por exemplo, vamos dizer que Gary recebeu um telefonema de uma enfermeira informando-o de que seu irmão, Pete, esta no hospital. Nesse ponto, Gary agora cre que Pete esta no hospital. Então, Gary entra em seu carro e vai até a sala de emergência. Quando chega la, Gary vê que, de fato, Pete esta no hospital sendo tratado de ferimentos de um acidente de carro. Agora Gary sabe que sua crença de que Pete estava no hospital é verdadeira porque sua crença esta de acordo com a realidade.
Pós-modernismo, por outro lado, fica com a noção de que a verdade é construída por grupos sociais que compartilham uma narrativa e, portanto, é apenas um reflexo de uma pratica linguística particular da comunidade. E, já que a verdade é meramente a criação de uma narrativa particular de uma comunidade, então (continuando com a analogia de uma forma ligeiramente desajeitada) se todo mundo na comunidade crê que Pete esta no hospital, então isso é verdade. Mas, se ninguém concordar que Pete esta no hospital, então não é verdade.
O problema com essa visão é que Pete realmente poderia estar no hospital independente de se todo mundo na comunidade decidiu que ele não estava. Então, o exercício pós-moderno revela-se negando características da realidade que necessariamente existem separadas de nossas crenças. Claro, a tentativa do Pós-modernismo de dizer a verdade como nada mais que uma construção da linguagem interpretada subjetivamente deve depender da Teoria da Correspondência da Verdade para funcionar. E esse fato sozinho age como uma bomba relógio construída no próprio sistema. Quer dizer, para que a visão da realidade pós-modernista seja verdade, ela deve estar de acordo com como as coisas são na realidade. Outra forma de dizer isso é: A visão Pós-moderna da verdade é verdade apenas se a Teoria da Correspondência da Verdade for verdadeira.
E aí reside a superioridade da Teoria da Correspondência da Verdade.


Traduzido de: A Clear Lens, “Why the Correspondence Theory of Truth is Superior”, https://clearlens.org/2013/03/23/why-the-correspondence-theory-of-truth-is-superior/

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A Ressurreição de Jesus #Final - O Que Explica Melhor as Evidências?

Fonte: http://www.radiorainhadapaz.com.br/index.php/noticias/evangelizacao/formacao/25610-04-04-ele-nao-esta-aqui-ressuscitou

Ao longo da série, vimos quatro fatos que são aceitos pela gigantesca maioria de historiadores e críticos do Novo Testamento que servem de evidência para a ressurreição de Jesus. Esses fatos são: Sua crucificação, a tumba vazia, as aparições pós-morte e a origem da fé dos discípulos. Hoje, vamos avaliar a hipótese da ressurreição e recapitular o porque de outras hipóteses falham em explicar a evidência.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O que a Bíblia diz sobre astrologia?


O que a Bíblia realmente diz sobre horoscopo e astrologia? Recentemente, um amigo meu me pediu para verificar essa questão, pois ele mesmo estava gostando dos astros. Ele especificamente me pediu para verificar os textos até mesmo no grego e no hebraico! Então, sem mais delongas, vamos ao que a Bíblia realmente diz sobre astrologia.

sábado, 13 de agosto de 2016

Reflexões sobre o tempo, multiverso e universos paralelos


Há alguns temas que são bem complexos. Um deles é o tempo. Quando se fala em viagem no tempo, a coisa fica ainda mais bizarra. O que isso tem a ver com Deus e apologética? Nem idéia. Mas eu vou escrevendo e o que surgir aqui eu escrevo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Seria a Doutrina da Trindade ilógica?


É comum vir de céticos e unicistas a idéia de que a Trindade é uma doutrina ilógica e, portanto, deve ser negada ou o Cristianismo é falso. Porém, quando propriamente entendida, o máximo que podemos dizer é que a Trindade é incompreensível, mas não logicamente impossível ou ilógica.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Resposta ao Fatos Desconhecidos sobre o inferno


Fatos Desconhecidos... desconhecidos mesmo. A página Fatos Desconhecidos postou um artigo argumentando que a Bíblia não fala de inferno. Eu, particularmente recomendaria que os autores estudassem O MINIMO da Bíblia ou teologia e não ficassem com “exegese de Super Interessante” ou com coisas radicais de gente que não entende do assunto mas quer polemizar.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Os piores argumentos contra o Teísmo #22 - "Não podemos provar que o inexistente não existe"


Esse sim é um dos piores que existem. Muitos ateus vão dizer que aquilo que não existe não pode ser provado como inexistente.  Mas, se você parar pra pensar por cinco segundos, vai ver que o ateu, não só esta completamente errado, como acaba caindo em uma posição tola, falaciosa e auto-refutável.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A Existência de Deus #21 - O Argumento do Pensamento Livre


Ateus normalmente dizem ser os “livres pensadores”. “Os donos da razão”, eles se auto-denominam. Afinal, eles não ficam presos às amarras da religião, não é mesmo? Ironicamente, a afirmação ateísta de “livre pensamento” não pode ser sustentada por sua visão de mundo. Em um mundo puramente naturalista, liberdade e racionalidade são puras ilusões.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Reflexões sobre Cristianismo e Marxismo


Uma pergunta recorrente no meio cristão é: Seria o Cristianismo compatível com o Marxismo? A resposta simples é não. A gigantesca maioria dos teólogos e especialistas em filosofia da religião vai dizer que ambos possuem filosofias completamente opostas. Por outro lado, é compreensível porque muitos leigos são iludidos pela ideia de “cristianismo” marxista.

Uma Resposta ao Felipe Neto


Mais uma vez o mundo youtuberistico brasileiro surpreende com pensamentos filosóficos de ponta. Mas dessa vez vem do grande teólogo especializado em história da igreja e mestre em hebrego malakoi: Felipe Neto.
Claro que, isso tudo é brincadeira. De fato, acho que o Felipe Neto é o único youtuber de assuntos gerais com o qual eu conseguiria ter uma conversa no mínimo interessante. Isso porque pessoas como Cauê Moura e PC Siqueira não parecem ter a postura de conversa intelectual acerca da existência de Deus que encontramos nos debates contemporâneos. Bom, na verdade, nem o Felipe Neto parece ter qualquer treino na área. Mas pelo menos ele parece que teria a postura adequada em um debate.
Os comentários de hoje são sobre o vídeo “FELIPE NETO É ATEU?”. É algo bem “popular”, na verdade. Claro que o vídeo tem como propósito falar sobre a crença particular do Felipe Neto. Mas alguns pontos eu achei interessante comentar, já que são erros populares. Se você tem qualquer treino em apologética cristã, ou em filosofia dos dias de hoje (e não de 1000 anos atrás), ou em teologia vai ver as falhas no discurso dele. Mas, para os mais leigos...

sábado, 16 de julho de 2016

Reflexões sobre o Perdão


Hoje/ontem [15/07/2016] eu levei a palavra à um pequeno grupo falando sobre perdão. Tema difícil e lindo ao mesmo tempo. Este é o pilar central do Cristianismo. Dele depende toda a crença cristã no perdão de Deus e no sacrifício de Cristo. Como eu gostei bastante do resultado, vim compartilhá-lo com vocês.

domingo, 10 de julho de 2016

Quais livros são bons para apologistas mais avançados?


Depois da lista dos livros para iniciantes (ok, vamos admitir, alguns ali não eram para totais iniciantes), aqui vai a lista de livros mais avançados para quem quer manjar bem dos paranaues da defesa da fé cristã.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Uma Critica ao Utilitarismo


Esse texto ja estava presente em minha defesa do Argumento Moral para a existência de Deus. Para fins de pesquisa mais especifica, decidi coloca-lo separado. Também acrescentei algumas coisas.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Os Dez Mandamentos são pra Judeus. Os Frutos do Espirito pra Cristãos.


Apego à tradição sempre vai causar algum tipo de desconforto quando esta for confrontada. Ainda assim, algo não-bíblico deve ser combatido, mesmo que seja desconfortável. A tradição (seja católica ou protestante) nos diz que os Dez Mandamentos são universais. Mas, não há texto Bíblico pra dar suporte a essa afirmação. De fato, todas as leis do Antigo Testamento são pra Judeus. Apenas aquelas que foram repetidas no Novo Testamento são validas pra Cristãos.

sábado, 25 de junho de 2016

Pode o ateísta defender o aborto sem implicar em absurdos imorais?



Existem diversas discussões na internet sobre temas como LGBT, feminismo e aborto. Mas este ultimo é o que mais me intriga quando defendido por ateus. Isso porque, creio eu, um ateu não pode defender o aborto de forma consistente. Isso pode ser visto quando o ateu se dispõe a dizer que o feto não é um ser humano ou um ser vivo, mas sim um amontoado de células.

Agora, pense sobre isso comigo: Se o fato do feto ser um monte de células justifica o aborto, então o assassinato de qualquer ser vivo, da perspectiva ateísta, esta justificado. Isso porque na visão ateísta, todo ser vivo é, na verdade, um monte de rearranjo de partículas. Agora, pode ser respondido que os seres vivos interagem e tem sentimentos. Porem, no fim, isso não passa de um mero enfeite descartável. O ser humano ainda assim será um amontoado de partículas, e não é sentimento que mudará isso. Um assassino poderia usar a mesma justificativa do abortista. No fim, se o naturalismo for verdade, não existe absolutamente nada que da valor moral à vida. Não há nada que de um valor ultimo ao ser humano. Somos apenas isso: abortos da natureza. Meros frutos do acaso, sem valor, em um universo em expansão. Não há nada errado no assassinato se não houver nada errado no aborto. Em ambos os casos, é a morte de um monte de partículas inúteis. O assassino não faz nada errado se o abortista também não estiver fazendo nada errado.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O Jesus histórico falou sobre o inferno?


Teria o Jesus histórico falado sobre o inferno? Ou foram apenas comentários feitos por Mateus, Marcos, Lucas e João? Não apenas dizer que foram comentários dos evangelistas é um sinal de hiper ceticismo (o que eles não fariam com outras fontes históricas), como também pode ser refutado se usarmos os critérios de historicidade com as afirmações de Jesus. (Hiper ceticismo com relação à Bíblia é comum, mas eu duvido que esses céticos usariam esse critério pra dizer que qualquer outro personagem da história não tenha dito “tal coisa” só porque foi escrito por outra pessoa.)

domingo, 12 de junho de 2016

Respondendo Comentários #7 - Argumento cosmológico e o relativismo


A leitura Luísa comentou nos textos “Defendendo o AC Kalam – A objeção de Hawking” e “Podem relativistas fugir de seus paradoxos auto refutáveis?” No texto do argumento cosmológico kalam, ela comentou:

Isso não prova que seja o cristianismo, e as outras religiões ?

Já no texto sobre o relativismo, ela escreveu:

Se não há relativismo, então há o absoluto, e deve haver provas para o mesmo.
Prove que fazer sexo antes do casamento seja errado.
Outras religiões dizem que não há problema nisso, portanto, você mesmo caiu em um relativismo.

Prove que as outras religiões são falsas.
Prove que divorciar seja errado, Prove que homossexualidade seja errado.
Tudo o que você fez foi usar raciocínio lógico para invalidar os argumentos, sendo que religião é algo completamente subjetivo.
Ressurreição de Jesus, ok, também houve outras ressurreições, basta pesquisar.
Isso não prova a existência de céu inferno eternos

Agora, se você acompanha meu blog, saberá que eu já respondi à quase tudo isso ai. Porém, vamos em frente...

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Podem Relativistas fugir de seus paradoxos auto refutáveis?



A resposta para o título é Não. Mas, como esse texto tem que no mínimo ser algo interessante, acredito que seja importante explorar mais do relativismo e mostrar porque pessoas como Nietzsche e Tico Santa Cruz contradizem a si mesmas o tempo todo. Então, no texto de hoje, vamos ver os paradoxos que o relativismo causa, e porque não da pra fugir deles. Alem de mostrar porque relativistas estão errando o alvo, e sempre vão errar, até que essa idéia imbecil e obviamente falsa acabe.

sábado, 28 de maio de 2016

Se Richard Dawkins estiver certo, então Deus existe


Richard Dawkins é uma comédia quando fala de Deus. Já não bastava ele se contradizer, seu "argumento central", que é um piores argumentos contra a existência de Deus já pensados, na verdade, se tiver sucesso, mostra que Deus deve, de fato, existir.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A Ressurreição de Jesus #11 - O que a ressurreição confirma?


O que a ressurreição de Jesus significa? É apenas mais uma pessoa que ressuscita na Bíblia, ou tem um significado maior? O Cristão vai declarar que a ressurreição física de Jesus confirma tudo o que Ele disse como sendo a verdade. Como dito em outros textos, Jesus ensinou que era Deus. Mas não apenas com seus dizeres, mas também com uma cristologia implícita em suas ações. O cético pode apontar que há outras ressurreições na Bíblia, e por isso a ressurreição de Jesus não deve ter um grande significado. E lidaremos com isso hoje também.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Pode o Cristão comer a “carne proibida” do Antigo Testamento?


Esse seria um tópico de pouquíssima importância, se não fossem as seguintes afirmações:

“E nós, para podermos entrar na pátria celestial, necessitamos de uma preparação maior que a dos Judeus (que se alimentavam de carne) para entrarem na Canaã terrestre. Nesta preparação, devemos, portanto, nós os que vivemos no tempo do fim, abster-nos do alimento cárneo com maior razão que eles” (Livro: “A Carne e a Saúde”, p.126)

“Se Deus quiser que Seu povo se abstenha da carne de porco, Ele os convencerá a respeito desse assunto.” (Ellen White, Testimonies, vol. 1, págs. 206 e 207)

Precisa adotar a reforma de saúde em sua vida; negar a Vendendo os direitos de primogenitura si mesmo e comer e beber para a glória de Deus. Abstenha-se dos desejos carnais “que combatem contra a alma”. 1 Pedro 2:11. Você necessita praticar a temperança em todas as coisas. Eis uma cruz que você tem evitado. Restringir-se a um regime alimentar simples, que o conservará nas melhores condições de saúde, é a tarefa que lhe cabe. Se houvesse vivido à luz que o Céu permitiu brilhar sobre seu caminho, muito sofrimento poderia ter sido evitado em sua família. Sua conduta trouxe o seguro resultado. Enquanto você continuar nesse rumo, Deus não visitará nem abençoará de modo especial sua família e não realizará um milagre para poupá-lo do sofrimento. Um regime simples, livre de condimentos, de alimentos cárneos e gorduras de toda espécie, se demonstraria uma bênção para você e pouparia a sua esposa muito sofrimento, aflições e desalento. (Ellen White, Testemunhos para a Igreja 2, p. 45,46)

“Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, o comer carne será afinal abandonado; a carne deixará de fazer parte de sua alimentação.” (Ellen White, Conselhos sobre Regime Alimentar, p. 324)

Fica claro que para dona White (e outros, já que a primeira citação não é dela) o Cristão verdadeiro tem que parar de comer carne. Ela esta incorreta? Sim.

terça-feira, 17 de maio de 2016

A Ressurreição de Jesus #10 - Ressurreição física ou espiritual?


Ressurreição física ou espiritual? Alguns críticos do Novo Testamento tentam argumentar que os discípulos tiveram experiências com uma ressurreição espiritual de Jesus, e que a linguagem usada no Novo Testamento é simbólica. Algumas seitas pseudo-cristãs, como o Espiritismo, adoram essa visão, enquanto as Testemunhas de Jeová, para explicar a ressurreição com sua doutrina holística de não-tem-alma-não, creem que Deus destruiu o corpo de Jesus no sepulcro e que o recriou com um novo corpo.
Essa ultima teoria não será comentada por duas razões obvias: Primeiro, não existe evidência alguma em parte alguma do Novo Testamento, nem nos apócrifos e nem nos escritos dos Pais da Igreja. Segundo, claramente é uma teoria ad hoc apenas para defender doutrina. Então, sorry folks, mas saiam da seita e sejam salvos.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

A Ressurreição de Jesus #9 - A Objeção de Bart Ehrman: Milagres são improváveis?


Essa objeção é constantemente feita pelo historiador Bart Ehrman, que diz que historiadores não podem falar se um milagre aconteceu ou não, já que historiadores não tem acesso ao sobrenatural.  Ele diz que, “porque historiadores podem apenas estabelecer o que provavelmente aconteceu, e um milagre desta natureza [da ressurreição] é altamente improvável, o historiador não pode dizer que ele provavelmente ocorreu.” (Bart Ehrman, The Historical Jesus, Part II, p. 50.)
Em seu debate com William Lane Craig, ele formula uma variante do argumento de David Hume, dizendo que milagres são altamente improváveis. Ele diz:

“Historiadores podem estabelecer apenas o que provavelmente aconteceu no passado, e por definição um milagre é a possibilidade mais remota a se considerar. Sendo assim, pela natureza do canons da pesquisa histórica, nós não podemos reivindicar historicamente que um milagre provavelmente aconteceu. Por definição, a ressurreição provavelmente não aconteceu. E a história pode estabelecer apenas o que provavelmente ocorreu.” (Reasonable Faith, Existem Evidências Históricas para a Ressurreição de Jesus? Craig-Ehrman debate, online em http://www.reasonablefaith.org/portuguese/existem-evidencias-historicas-para-a-ressurreicaeo-de-jesus-craig-ehrman acesso 12 de maio de 2016)

Então, basicamente, já que a experiência humana nos diz que pessoas não ressuscitam dos mortos, muito menos para um corpo imortal, a ressurreição de Jesus é uma explicação altamente improvável.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Poderíamos usar Isaías 28:13 como principio de hermenêutica?


Poderíamos usar Isaías 28:13 como principio de hermenêutica? Quer dizer, pegar um pouco dali e um pouco daqui pra tentar interpretar corretamente as Escrituras? Vejamos a parte que os adeptos a esse “principio” citam:

Por isso o Senhor lhes dirá: "Ordem sobre ordem, ordem sobre ordem, regra e mais regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali..." - Isaías 28:13a

Alguns Adventistas do Sétimo Dia podem usar esse meio-verso para justificar as suas “escolhas” de textos da Bíblia, ignorando o contexto, apenas para dar suporte às doutrinas ensinadas por Ellen White. Alguns outros grupos também utilizam esse texto como “texto-base” de hermenêutica. Existem, porém, problemas sérios com isso. Em primeiro lugar, abre portas para uma série de heresias. Por exemplo, poderíamos pegar o seguinte texto isoladamente:

Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;
A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz;
Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.
Hebreus 7:1-3

Veja só: Melquisedeque significa “rei de justiça”, e “rei de Sálem” é “rei da paz”. Sendo sacerdote do Deus Altíssimo também. Sem pai, nem mãe e nem genealogia. Ora, Jesus é tudo isso. Logo, a conclusão espirita de que Melquisedeque é a reencarnação de Jesus tem sustento. Ou, poderíamos usar esse texto para concluir que Melquisedeque é um outro nome de Jesus, assim como fazem com o Arcanjo Miguel. Porem, em contexto, ao chegarmos no versículo 15, nós lemos:

E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote. - Hebreus 7:15

Com esse versículo, vemos na verdade que Jesus e Melquisedeque são pessoas distintas, sendo Jesus outro sacerdote, semelhante. O texto esta falando em sentido comparativo. Mas, com o “principio hermenêutico” de Isaías 28:13, deveríamos considerar aquele pedaço e tentar interpretar o contexto de outra forma, ou ignora-lo.*
O segundo problema é que, não surpreendentemente, esse versículo esta incompleto. Não é nem ao menos o versículo completo que é usado. Pois o versículo completo bota em cheque o uso desse principio como base hermenêutica:

Por isso o Senhor lhes dirá: "Ordem sobre ordem, ordem sobre ordem, regra e mais regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali", para que saiam, caiam de costas, firam-se, fiquem presos no laço e sejam capturados.
Isaías 28:13

Então, se considerarmos o versículo todo, ele esta alertando contra essa pratica. Dizendo que quem praticar isso, vai cair de costas, se ferir e ficará preso.
Em suma, não devemos usar como base para interpretação das Escrituras textos fora de contexto escolhidos apenas para favorecer doutrinas pressupostas. Tal “técnica” abre espaço para uma série de problemas de interpretação, além da Bíblia nos alertar contra isso. 

*Esse ponto foi feito pelo Pr. Thomas Tronco em seu debate com o Pr. adventista Marcos Alves, no tema "Jesus é Miguel?" do programa Vejam Só. Link: https://www.youtube.com/watch?v=5J2BNdXSg08 [1:05:38]

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A Ressurreição de Jesus #8 - Objeção: Os Evangelhos possuem contradições?

http://www.gospelclearinghouse.com/wordpress/the-new-testament-revised

Outra objeção comum que vemos na internet e em alguns debates com leigos, é o de que os evangelhos possuem contradições, e por isso não podem ser cridos. De fato, não só tal objeção invalidaria uma serie de documentos históricos, como também é baseada em uma leitura superficial, e as “contradições” ajudam a estabelecer a credibilidade dos documentos.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Seria a Justificação somente pela Fé (Sola Fide) algo novo?


Outra ideia que os apologistas católicos romanos gostam de espalhar, é a de que a Justificação apenas pela Fé é algo novo, que veio da reforma. Porém, uma análise da história da Igreja mostra como essa afirmação esta equivocada.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Seria Sola Scriptura algo novo?


Um argumento comum entre católicos (talvez os menos experientes) é o de que Sola Scriptura é uma coisa nova, criada na reforma. Porém, como veremos, Sola Scriptura estava nos ensinos de muitos Pais da Igreja e de outras pessoas influentes na história da igreja.