domingo, 31 de janeiro de 2016

Adão tinha “super poderes”?


Das heresias já ditas pelos adeptos a teologia da prosperidade, essa talvez seja a mais curiosa. Eles apelam para o texto de Gênesis 1:28, que diz:

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
Gênesis 1:28

Um dos maiores hereges adeptos a teologia da prosperidade, Benny Hinn, comenta dizendo:

“Adão era um super ser quando Deus o criou. Eu não sei se pessoas sabem disso, mas ele foi o primeiro Super-Homem que realmente já viveu. Primeiro de tudo, as Escrituras declaram claramente que ele tinha domínio sobre as aves do céu, os peixes do mar – o que significa que ele costumava voar.” [Citado por Hank Hanegraaff em “Christianity in crisis”, p. 380]

Alguns ainda comentam que Adão tinha um “super intelecto”, e por isso conseguiu nomear todos os animais em um período de 24 horas. Essas super habilidades de Adão foram tiradas dele por causa do pecado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A Existência de Deus #20 - O Argumento Transcendental das Leis da Lógica


Por que as leis da lógica existem? Existe alguma explicação para as leis conceptuais, imateriais, transcendentes e absolutas existirem? Creio que a melhor explicação para a existência inegável dessas leis seja a existência de Deus. Vamos ver o porque dessa ser a melhor conclusão a partir deste fato.

"Interprete a Bíblia como quiser!" - Uma Resposta


Pessoas sendo sempre pessoas. Acho fascinante como o ser humanos consegue ser hipócrita a ponto de relativizar apenas aquilo que não o convêm. Por exemplo, se alguém pede pro filho dizer a verdade sobre algo, ele não pode dizer “bom, isso que meu filho disse eu vou interpretar dessa forma, mas talvez minha esposa interprete de outra e estamos ambos certos”. Ninguém chega no banco, ve que só tem 5 mil na conta a diz “isso é verdade pra você, mas a minha verdade é que eu tenho 100 milhões”.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A Soberania de Deus, Predestinação e Livre-arbítrio: A Perspectiva Molinista (R.O.S.E.S)


[Sim, uns dias atrás em simpatizei com o Calvinismo. Mas ja voltei pro Molinismo puro.]
Molinismo é uma posição soteriológica que envolve não só teologia, mas também filosofia. Originada pelo teólogo jesuíta (“ain mas é católico”, cresça) Luis de Molina, ela adota o que é chamado de doutrina do conhecimento médio.
Na época, era quase unanime a ideia de que Deus possuía tanto o conhecimento natural quanto o conhecimento livre. O conhecimento natural é o conhecimento de todos os mundos possíveis. Já o conhecimento livre, é o conhecimento de todas as verdades do mundo escolhido por Deus.
Molina pensou em mais um: O Conhecimento Médio. Nesse, Deus sabe todos os mundos realizáveis. Tudo o que as pessoas iriam fazer em quaisquer circunstâncias.
Mas, sem enrolar muito, vamos para os cinco pontos do Molinismo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Evangelho segundo Mateus – Notas pessoais do segundo capítulo


O Evangelho segundo Mateus – Notas pessoais do segundo capítulo


E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,
Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.
Mateus 2:1,2

Belém era uma cidade pequena ao sul de Jerusalém.
Os reis magos provavelmente eram sábios do Zoroastrismo, religião antiga da Pérsia (atual Irã), e tinham certa influencia política. Por isso Herodes os recebeu.
Apesar da Bíblia proibir o uso de estrelas e a astrologia em geral, Deus pode usar diversas formas para comunicar a Sua Verdade às pessoas. Nesse caso, estava comunicando a localização do Salvador. Ainda assim, a estrela não mostrou o futuro, mas sim apontava para algo que já havia acontecido – O nascimento de Jesus.
Apesar disso, a Bíblia nos diz que as estrelas revelam a glória de Deus (Salmos 19:1-6) e sua existência (Romanos 1:18-20).
A palavra grega para ‘adorá-lo” é proskinesai. Essa palavra também pode significar “reverenciar” e “prostrar-se”. Testemunhas de Jeová tentam usar isso a favor de sua interpretação errônea de Jesus não é Deus, dizendo que eles não o adoraram, mas sim o reverenciaram. Mas, isso é claramente motivado por pressupostos. Essa mesma palavra é usada em Apocalipse 19:10 e é traduzida como “adorar”. Repetida em Apocalipse 22:9 com a variante proteskineson.
Evidencia definitiva de que as Testemunhas de Jeová fazem essas traduções modificadas é o texto de Apocalipse 1:8, onde Jesus aparece como o Todo Poderoso. Aqui, eles substituem Jesus por Jeová, o que mostra claramente sua vontade de desviar das conclusões obvias das Escrituras.

E eles lhe disseram: Em Belém de Judéia; porque assim está escrito pelo profeta:
E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo Israel.
Mateus 2:5,6

Mateus esta citando a profecia de Miquéias 5:2, porem, ele troca o final. O versículo da profecia completo é o seguinte:

E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.
Miquéias 5:2

Essa profecia mostra o Messias com um dos atributos divinos: Eternidade.
A segunda parte que Mateus colocou (“o Guia que há de apascentar o meu povo Israel”) pode ser uma referência ao que Deus disse a Davi em 2 Samuel 5:2 (Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás príncipe sobre Israel).
A palavra grega para “Guia” é hegeomai, que indica uma liderança forte. “Apascentar” indica carinho.

E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.
Mateus 2:11

Fato curioso: Sempre que Mateus fala de Jesus com Maria, ele cita Jesus primeiro.
“Ouro, incenso e mirra” são presentes para reis (Isaías 60:6)

E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.
Mateus 2:15

Isso é interessante. Essa é uma citação de uma profecia de Oséias 11:1, que originalmente era entendida como uma referencia a saída do povo de Israel do Egito. Mateus esta básicamente dizendo que Jesus “encarna” o povo de Deus – Liberta da escravidão, atravessa o deserto e conquista o descanso.

Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.
Mateus 2:16

É um fato que nenhuma outra fonte da época menciona esse acontecimento. Porem, não existe também razão para duvidar. Apesar de Josefo ter registrado cuidadosamente os atos de Herodes, existem razões para isso não ter sido registrado.
Primeiro, quantos garotos com idade de dois anos ou menos na pequena cidade de Belém foram massacrados? Dois? Cinco? Quinze? Mateus não nos diz nada.
Josefo diz que Herodes assassinou um numero enorme de pessoas, e que era extremamente cruel com os vivos, a ponto destes chamarem os mortos de sortudos. Então, nos é dito por Josefo que Herodes não era um “cara maneiro”. Esse nível de crueldade pode nos dizer que assassinar alguns meninos na pequena Belém foi algo minúsculo no reinado de Herodes. Historiados J. P. Holding diz:


“Sendo que os eventos do reinado de Herodes envolveram praticamente uma atrocidade após outra [...] dificilmente um dia em seu reinado de 36 anos passou com alguém não sendo sentenciada a morte – Por que qualquer evento em particular deveria causar rebelião, quando outros em particular, incluindo aqueles registrados por Josefo, não causaram?” [Tektonics, “The Slaughter of the Innocents: Historical or Not?” http://www.tektonics.org/qt/slaughtinn.php]

domingo, 17 de janeiro de 2016

O Evangelho segundo Mateus – Notas pessoais do primeiro capitulo


O Evangelho segundo Mateus – Notas pessoais do primeiro capitulo

A genealogia mostrada aqui é da parte de José. Ela é diferente da mostrada em Lucas pois esta era da parte de Maria.
“Filho de Abraão” - Leva de volta ao inicio da aliança abraamica. Isso mostra o tema judaico por trás do evangelho de Mateus.
Não era comum colocarem mulheres nas genealogias. Mas Mateus coloca Tamar (Cananéia que se disfarçou de prostituta para enganar Judá em Gênesis 38:13-30), Raabe (gentia e prostituta em Josué 2:1), Rute (adoradora de ídolos em Rute 1:3) e Bete-Seba (traiu Urias com Davi em 1 Samuel 11).
Também pode-se perceber lacunas na genealogia. No versículo 8, diz que Jorão gerou Uzias. Mas sabemos de 1 Crônicas 3:10-12 que Mateus esta pulando Acazias, Joas e Amazias. No versículo 17, aparece que Josias gerou Jeconias. Mas também sabemos por 1 Crônicas 3:14-16 que uma geração foi pulada.
A menção de Jeconias é interessante. Em Jeremias 22:30, lemos que Jeconias foi amaldiçoado:

Assim diz o Senhor: Escrevei que este homem está privado de filhos, homem que não prosperará nos seus dias; porque nenhum da sua geração prosperará, para se assentar no trono de Davi, e reinar ainda em Judá.
Jeremias 22:30

Jeconias não poderia ter descendentes que iriam se assentar no trono de Davi. Porem, José não é o pai biológico de Jesus. Assim, Jesus é o herdeiro da linhagem real, mas não filho de José.
Mateus parece dar importância para o numero 14:

De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, catorze gerações.
Mateus 1:17

Isso porque na numerologia hebraica 42 (14+14+14) significava “O Plano de Deus se Desdobrando”.
Depois disso nós vemos que Maria ficou grávida e José queria acabar com o casamento antes e sem ninguém saber. O motivo disso é que naquela época a gravidez antes do casamento não era comum. Se ficassem sabendo que Maria estava grávida, e o pai não era José, ela não seria apenas mal vista, mas seria apedrejada (Deuteronômio 22:23-24). Isso mostra o quanto José amava Maria, e não queria que a julgassem dessa forma.
Depois, lemos o seguinte:

Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.
E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher;
E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.
Mateus 1:23-25

O contexto fala da profecia da virgem que ficaria grávida. Judeus modernos vão dizer que na profecia de Isaías 7:14 não traz a palavra “virgem”, mas sim a palavra “almah”, que, apesar de poder significar “virgem”, é mais comum para “jovem”. A palavra pra “virgem” seria “b’tulah”.
“B’tulah” aparece 51 vezes no Antigo Testamento, e é traduzida na Septuaginta 44 vezes como “parthenos”, que significa “virgem”. Já “almah”, aparece 9 vezes, e em duas dessas nove é traduzida como “parthenos” na Septuaginta. Essas duas são Gênesis 24:16 e precisamente Isaías 7:14, onde aparece a profecia.
Como a Septuaginta foi escrita antes de Jesus, isso indica que toda essa história é coisa nova, usada por judeus para negarem que Jesus cumpriu a profecia de Isaías.
Então, Mateus esta falando da profecia da virgem que daria a luz ao Messias. Como o contexto fala inteiramente da virgindade de Maria, e logo depois diz que José não a conheceu até que deu a luz a Jesus, isso implica que José e Maria tiveram relações após o nascimento de Jesus.
“Conhecer” é um eufemismo para “relações sexuais”, usado bastante na Bíblia (Gênesis 4:1; 17:25; 35:25 e Juízes 11:39). Embora alguns outros textos usem “até que” sem que haja uma mudança de estado, existem vários outros que usam e mostram uma mudança (Atos 20:11; 23:12 e Apocalipse 7:3, por exemplo). Então, eu não vejo razão alguma pare pensar que os dois não tiveram relações depois de Jesus nascer.
Não creio que a perpetua virgindade de Maria seja importante. Nem que a evidência das Escrituras seja conclusiva. Mas uma leitura comum da Bíblia parece indicar que sim.
O nome “Emanuel” significa “Deus conosco”, e “Jesus” significa “O Senhor Salvador”. Adeptos ao nome “Yehoshua” vão dizer que “Iesus” é um nome pagão, que vem do “deus-cavalo”, onde ye = Deus e sus = cavalo.
Essa interpretação é impossível, pois “Iesus” é um nome grego, mas eles usam o significado hebraico. Alem disso, “cavalo” em grego é “hyppos”, não “sus”.

sábado, 16 de janeiro de 2016

O Evangelho segundo Mateus – Introdução


Eu decidi começar uma série aqui no blog onde posto meus estudos particulares da Bíblia. No momento, estou re-lendo o Evangelho Segundo Mateus, e decidi começar a postar aqui as minhas anotações de estudo.
Vou postando sempre as minhas anotações e vocês podem comentar algo relevante se quiserem.

O Evangelho Segundo Mateus – Introdução


O nome “Mateus” significa “Presente de Deus”. Mateus foi um dos Doze, e seu nome anterior era Levi (Marcos 2:14).
Sabemos que o autor deste evangelho foi Mateus por causa dos Pais da Igreja. Eusébio (265 d.C. – 339 d.C.) citou Orígenes (185 d.C. – 254 d.C.) dizendo que este evangelho havia sido escrito por Mateus [História Eclesiástica 6:25]. Irineu também disse que foi  Mateus. [Against Heresies 3.1.1-2] Como os Pais da Igreja viviam em lugares bem distintos, é bem improvável que eles tenham se reunido para combinar toda uma conspiração inventando quem escreveu o que.
Um outro ponto que deve ser colocado é que a Igreja posterior não escolheria o nome de Mateus para a autoria. Embora Mateus fosse um dos Doze, e isso lhe garantisse credibilidade de testemunha ocular, ele era um cobrador de impostos. Coisa que era mal vista. Seria muito melhor escolher nomes como Pedro e Filipe, como fizeram os autores dos evangelhos apócrifos que foram escritos seculos depois. Alem disso, a igreja não atribuiu à carta aos Hebreus a nenhum autor. Por que então fariam isso apenas com os evangelhos?
Sua data provavelmente é de antes do ano 70 d.C., já que o evangelho possui uma temática judaica muito forte, e não faria sentido Mateus escrever o evangelho pra judeus depois da revolta judaica em 70 d.C. Alem disso, ele cita a profecia de Jesus sobre a queda do templo de Jerusalém em 70 d.C. mas não diz que aquilo já havia acontecido. Isso é inconsistente com seu estilo de escrita. Um exemplo disso, seria quando Judas é mencionado pela primeira vez e Mateus já da um spoiler de que ele seria o traidor (Mateus 10:4).
Lemos em Mateus 26:51 que “um dos que estavam ali” atacou um dos soldados que havia ido prender Jesus. Mas, em João 18:10 nós lemos que este era Pedro. Isso indica que o evangelho de Mateus foi escrito antes de 70 d.C., já que ele estava tentando proteger a identidade de Pedro, enquanto que João, escrevendo em 90 d.C. já não via importância nisso.
O evangelho todo possui um tom judaico e o objetivo de mostrar Jesus como o Messias. A começar no primeiro capítulo, já vemos que a genealogia começa em Abraão, o "pai dos judeus". Outro ponto interessante, é que existem mais de 60 profecias messiânicas citadas no evangelho, e a frase “para se cumprir o que o Senhor havia dito através do profeta” aparece 12 vezes. Mateus também cita vários costumes judaicos sem explicá-los, mostrando que sua audiência original eram judeus que já estariam familiarizados com esses conceitos.

A importância apologética desse evangelho é, não apenas no cumprimento das profecias por Jesus, mas também no esclarecimento de doutrinas judaicas que apontavam para Ele.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Seria o uso de "Elohim" (deuses) evidência de politeísmo na Bíblia?


Seria o termo “elohim” (deuses) um argumento em favor do politeísmo, usando a Bíblia? Alguns grupos politeístas dizem que sim. Mas uma breve analise do texto hebraico refuta não apenas a teologia deles, como a daqueles que dizem que Deus é apenas uma pessoa.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Próxima Etapa da Unificação Apologética


A Próxima Etapa da Unificação Apologética


Desde o inicio do blog, a concentração principal foi em defender a verdade do Cristianismo Puro e Simples, apresentando argumentos para a existência de Deus e refutando os argumentos apresentados pelos ateus
O tema central no inicio do Blog era unificar a ciência e a religião, mostrando que não há contradição entre as duas. A apresentação de uma serie sobre a origem do universo e a compatibilidade da Bíblia com a teoria da evolução foram o foco. Junto desse processo, surgiu a seria "Piores Argumentos Contra o Teísmo", onde argumentos muito ruins, porem que podem enganar o leigo, foram apresentados e refutados. 
Desde o início também, consegui uma parceria com o físico Aron Wall, pós-doutorando em física e especialista na busca pela teoria de gravidade quântica e em buracos negros, que me deu autorização para traduzir qualquer texto dele. Alem dele, uma permissão de tradução dos videos do apologista Michael Jones, do canal Inspiring Philosophy me foi dada. 
No final do ano passado e inicio desse ano, minha concentração central no blog foi na ideia de criação recente. Uma análise bíblica e no hebraico foi feita de Gênesis um e outros versos que dão suporte a interpretação de Dia-Era. Argumentos para a criação recente também foram mostrados como completamente falhos. Não apenas houve uma defesa bíblica dessa interpretação, mas também argumentos contra o Big Bang (que são beeeem "num sei então refutei") foram refutados. 
Durante tudo isso, a serie sobre o Jesus histórico foi iniciada e finalizada. Questões como a credibilidade do Novo Testamento, sua data, autoria e como sabemos o que Jesus disse foram abordadas. As principais objeções quanto a divindade de Cristo também foram refutadas.
Uma série traduzida do blog do Aron Wall foi completada, falando dos Pilares da Ciência. O objetivo dessa tradução foi mostrar, não só como nós podemos saber se uma "nova teoria" que aparece nas noticias é valida ou não, como, pra mim, ela demonstrou como a dita "ciência de terra jovem" não passa em absolutamente nenhum desses pilares. E, por isso, qualquer um que sinceramente busca a verdade deve nega-la.
Nesse ultimo semestre de 2015, houve uma adição ao propósito do blog: Combater doutrinas e crenças falsas. Começando com a tradução errada de João 1:1 das Testemunhas de Jeová, que diz que Jesus era apenas um deus menor. Logo depois, vimos que não há como, biblicamente, interpretar que Jesus e o Arcanjo Miguel são a mesma pessoa. Por fim, a doutrina da guarda do sábado também foi um tópico importante. 

A Próxima Fase da Apologética Cristã


Nesse ano de 2016, começo o meu curso de filosofia. Com isso, pretendo trazer as ideias relacionadas a existência de Deus dos antigos pensadores. Defender os argumentos pró e responder aos argumentos contra. Obviamente, eu não sou (e nesse inicio nem serei) "O Filósofo". Mas a ideia é trazer isso para o aprendizado do público, e porque eu adoro comentar sobre essas coisas.
Junto com isso, eu pretendo continuar combatendo falsas doutrinas. O motivo disso é que vejo pessoas que estão completamente perdidas por causa dessas doutrinas. (Obviamente, não falo de todas.)
Apóstolo Paulo disse em sua carta aos Romanos;

Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. - Romanos 12:5

Mas, se alguém crê em um Jesus diferente do apresentado na Bíblia (Um Jesus apenas humano ou um Jesus anjo), estaria essa pessoa no mesmo corpo de Cristo? Adicionalmente, Igrejas que se dizem "a igreja verdadeira", por possuírem essas "doutrinas diferenciadas", adicionam obras ("estar na igreja 'verdadeira'") aos requisitos necessários para a salvação, o que a Bíblia diz claramente que é apenas por fé em Cristo - pela Graça. A verdadeira igreja de Cristo exalta a Cristo, não a si mesma.
Uma pessoa que esta no Espiritismo nunca vai admitir que precisa de um Salvador e que Jesus é o Senhor. Isso porque o Espiritismo nega a divindade de Cristo e a reencarnação "aperfeiçoa" as pessoas a cada "etapa".
Similarmente, os Mormons distorcem totalmente a visão monoteísta da Bíblia para crerem em vários deuses. E pior, que eles serão deuses um dia. 
Em meio a todas essas heresias, eu "tive necessidade de escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos." (Judas 1:3)
Também seria uma heresia adicionar algo a Bíblia, dizendo que esta não é suficiente para conduzir o verdadeiro crente. Joseph Smith, Allan Kardec e Ellen White devem ter suas ideias combatidas. E eu vou combate-las, pois a Verdade de Cristo é mais importante do que a aprovação dos homens. 
É possível que também ajam textos de "autoajuda", de uma perspectiva cristã para ajudar cristãos com problemas pessoais. 
Enfim, novos planos para o blog estão a vista. Fique ligado.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Seria a Ciência de Terra Jovem algo Bíblico?



Criacionistas de Terra Jovem vão, com freqüência, dizer que “precisamos olhar para o mundo com os olhos da Bíblia”. É claro que, aqui eles não querem dizer “Bíblia”, mas sim a sua interpretação de que a criação aconteceu apenas à alguns milhares de anos.
Por exemplo, Ken Ham do Answers in Genesis diz, em seu debate com Bill Nye que eles “tem a mesma evidência, mas chegam a conclusões diferentes pois Ken Ham enxerga com olhos bíblicos” (provavelmente não foi com essas palavras, mas quem já viu algo do Ham e outros CTJ sabe que eles sempre falam isso.)
Deixando todo o raciocínio circular de lado, existe um problema maior nisso: A Bíblia diz que o cético pode saber que Deus existe olhando pra natureza. Mas, o cético nunca vai pressupor que a Bíblia seja verdade. Portanto, a “ciência” de Terra Jovem não é Bíblica.
Onde a Bíblia diz isso? Aqui:

Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis - Romanos 1:20

Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes? - Salmos 8:3-4

Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo. Nos céus ele armou uma tenda para o sol, que é como um noivo que sai de seu aposento, e se lança em sua carreira com a alegria de um herói. Sai de uma extremidade dos céus e faz o seu trajeto até a outra; nada escapa ao seu calor. - Salmos 19:1-6

Se Deus pode ser conhecido na natureza, e a terra “aos olhos de céticos” tem bilhões de anos, então o cético pode conhecer ao Deus que criou o universo com bilhões de anos. Através do Big Bang. Que ajustou finamente o universo para a existência de vida. Que ajustou finamente o universo para que a ciência pudesse ser feita.

Se o Deus da Bíblia pode ser conhecido pela natureza, e a natureza tem bilhões de anos, então o Deus da Bíblia criou uma natureza antiga. E, portanto, a interpretação das Escrituras de terra jovem esta errada.